Greve dos servidores do INSS chega a 23º dia na PB sem previsão de fim.

A greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) completa, nesta terça-feira (4), 23 dias na Paraíba. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Previdência e Trabalho da Paraíba (SindsprevPB), a paralisação é completa em 10 agências do órgão em todo o estado e parcial em outras 26 unidades.

Segundo Vera Level, da diretoria do sindicato, a queda no número de atendimentos diários é de cerca de 85%, mas o sindicato não dispõe do número absoluto de pessoas que estão deixando de ser atendidas.  Até a manhã desta terça, a greve não tinha previsão de ser encerrada.

Segundo Vera, a greve no estado faz parte da mobilização nacional da categoria. Os servidores federais pedem um reajuste salarial de 27,5% imediato, com aumento gradual para os próximos quatro anos, além de melhores condições de trabalho.

“O Governo tem chamado para reuniões e conversas, mas até agora eles só ofereceram uma projeção de reajuste para os anos de 2016 a 2019 como uma previsão da reposição das perdas salariais da inflação neste período, mas o que a gente pede, além disso, é a reposição das perdas que tivemos até 2015”, disse. Na última reunião feita com o comando de greve, na quinta-feira (30), o Ministério do Planejamento propôs um reajuste de 21,3%, dividido em parcelas nos próximos anos.

Durante a greve, os atendimentos nas agências que funcionam parcialmente é apenas para os casos considerados de urgência. Os atendimentos que foram agendados estão sendo remarcados. “Na maioria dos procedimentos, o reagendamento é feito pelo telefone, através do número 135. Apenas em casos isolados é que as pessoas precisam ir até a agência e falar com o gerente local para remarcar a data”, comentou Vera Level.

A categoria entrou em greve por tempo indeterminado no dia 13 de julho. Além dos servidores do INSS, também aderiram à greve os servidores da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), do Ministério da Saúde e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

No caso do INSS, o SindsprevPB considera como casos de urgência as perícias médicas e as concessões de benefícios, já no caso do SRTE, apenas os pedidos de seguro desemprego e as emissões de Carteiras de Trabalho estão sendo feitos. De acordo com o sindicato, cerca de 80% dos servidores aderiram à paralisação.


Do G1

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