Violência contra policiais: entidades lamentam “quero e mando” do governador e cobram providências.

Entidades que representam a Polícia Militar na Paraíba decidiram emitir nota à sociedade, externando preocupação com a escalada de violência, especialmente contra os próprios policias. Diz a nota: “Já passamos de 10 atentados contra policiais.” 

E cobram do Governo Ricardo Coutinho “uma avaliação séria e desprovida do quero e mando, pois os policiais estão cada dia se sentindo desprotegidos”.

“Será que se concebe diante desse quadro um policial não ter nem um seguro de vida? O policial não tem direito a um risco de vida e sabe que quando for para reserva perde metade do seu salário. E onde fica a proteção dos seus entes queridos (filhos e viúvas)? O policial quando cai na mão desses bandidos e são atingidos, a viúva vai receber uma pensão reduzida em quase 40% do seu salário”, diz ainda.


Confira nota na íntegra:

“A Diretoria do Clube dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar da Paraíba – COPM-BM, a Caixa Beneficente dos Oficiais e Praças da PM/BM e Associação dos Sub Tenentes e Sgts PM/BM, vêm de público mais uma vez externar a mais veemente preocupação com a segurança pública do Estado e em particular com os últimos acontecimentos onde policiais continuam sendo mortos por bandidos, em alguns casos até mesmo em serviço defendendo a sociedade paraibana.

Os números apresentados em 2015, onde já passamos de 10 atentados contra policiais, fica claro a necessidade urgente da preocupação institucional do Estado para com os policiais, para que o policial sinta necessidade de proteger o cidadão paraibano, mas também tenha consciência que o Estado está preocupado com sua segurança e da sua família, sem deixá-lo exposto à própria sorte.  

Recentemente, só para relembrar, Oficiais e Praças foram vítimas da bandidagem no Estado: o Coronel Epaminondas assassinado em Lucena na porta de sua residência, o Major Pablo atingido com tiro por bandidos no centro de João Pessoa, o Sargento Da Silva morto em Santa Rita, o Cabo Ubirajara em Patos e o Cabo Thayrone, na ladeira do Cuiá, em João Pessoa.  Diante desses fatos, não podemos de forma alguma considerar como normal ou ate mesmo aceitável, por mais que se tenham dados estatísticos duvidosos.

Estes acontecimentos merecem por parte do Governo do Estado uma avaliação séria e desprovida do quero e mando, pois os policiais estão cada dia se sentindo desprotegidos. Será que se concebe diante desse quadro um policial não ter nem um seguro de vida? O policia não tem direito a um risco de vida e sabe que quando for para reserva perde metade do seu salário. E onde fica a proteção dos seus entes queridos (filhos e viúvas)? O policial quando cai na mão desses bandidos e são atingidos, a viúva vai receber uma pensão reduzida em quase 40% do seu salário.

Os nossos policiais e bombeiros militares não podem continuar vivenciando este quadro que acumula uma desmotivação generalizada, onde se sentem cada dia mais abandonados a própria sorte, acumulando perdas de direitos inclusive assistindo há anos o acúmulo de promessas de campanha que não se concretizam. Este fato tem sido muito ruim para nossa segurança pública. .

É difícil entender que um agente de segurança do Estado continue sem ter no uma gratificação de risco de vida, não pelo valor pecuniário, mas acima de tudo para que se sinta valorizado e protegido pelo Estado, já que o PM esta diuturnamente arriscando sua vida, até mesmo quando está de folga ou na reserva, pois de forma ousada os bandidos hoje estão marcando os policiais que vão matar. Até quando vamos conviver com essa triste realidade? Com a palavra o Governo do Estado.

Por tudo aqui exposto, repudiamos as declarações de sua Excelência, o comandante geral da corporação, quando aceita como estatística normal o alarmante número de assassinato de policiais nos últimos dias na Paraíba.

Blog do Helder Moura

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