No Parlasul, Rômulo defende ações conjuntas dos países contra o Zika.

Em 2015, foram registrados 1.649.008 casos prováveis de dengue no país, 
segundo o ministério da Saúde. (Foto: Assessoria de Imprensa)


Representante do Brasil no Mercosul, o deputado federal Rômulo Gouveia (PSD-PB) participou nesta segunda-feira (14) das atividades do Parlasul, em Montevidéu, no Uruguai. O parlamentar defendeu ação conjunta do bloco contra a epidemia de Zika na região, apresentou o trabalho desenvolvido na Paraíba e destacou a importância da participação da população no combate ao mosquito Aedes Aegypti . 
Gouveia participou da reunião da Comissão de Desenvolvimento Regional Sustentável, Ordenamento Territorial, Habitação, Saúde, Meio Ambiente e Turismo do Mercosul. O deputado apresentou ao Parlamento do Mercosul as ações pioneiras que estão sendo implantadas em Campina Grande para estudo sobre o Zika Vírus. Lembrando que a médica paraibana Adriana Melo foi a primeira responsável pela associação do Zika com a microcefalia, Rômulo destacou a criação do núcleo de atendimento especializado para crianças portadoras da microcefalia e de usuários infectados com o Zika vírus, em Campina.
Durante exposição, o técnico em Saúde do Brasil, Giovanni Evelim Coelho, coordenador da Atenção e Promoção de Saúde (VPAAPS / FIOCRUZ), destacou a Transparência com que  o Brasil tem  pesquisado o  Zika.  A reunião dos parlamentares sulamericanos teve como objetivo estabelecer um plano de combate as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti na Região Mercosul.
Os deputados argentinos Perie Julia, Cecilia Britto e Alejandro Karlen destacaram a importância de estabelecer um protocolo de ação na América do Sul e o trabalho feito em Campina.
O deputado federal Damião Feliciano (PDT-PB) também participou da reunião no Parlasul. 
Zika nas Américas: O vírus da Zika já foi encontrado em 31 paises americanos de acordo com a Organização Mundial da Saúde: Aruba, Barbados, Bolívia, Bonaire, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Curaçao, El Salvador, Equador,  Guadalupe, Guatemala, Guiana, Guiana Francesa, Haiti, Honduras,  Ilhas Virgens Americanas, Jamaica, Martinica,  México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Porto Rico, República Dominicana, Saint Martin,  Saint Maarten, Saint Vincent and the Grenadines,  Suriname, Trinidad e Tobago e Venezuela 
Zika no Brasil: O Ministério da Saúde está investigando 4.231 casos suspeitos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivas de infecção congênita. Dos casos já analisados, 745 foram confirmados e 1.182 descartados. Desde o início da investigação, foram notificados 6.158 casos suspeitos de microcefalia. Os dados do informe epidemiológico do Ministério da Saúde são enviados semanalmente pelas secretarias estaduais de Saúde e foram fechados no último sábado, dia 05 de março.
Os 745 casos confirmados ocorreram em 282 municípios, localizados em 18 unidades da federação: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Rondônia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Os 1.182 casos descartados foram classificados por apresentarem exames normais, ou apresentarem microcefalias e/ou alterações no sistema nervoso central por causas não infecciosas.
Os 6.158 casos notificados, desde o início das investigações, estão distribuídos em 1.179 municípios, de todas as regiões do país. A maioria foi registrada na região Nordeste (4.827 casos, o que corresponde a 80%), sendo o Estado de Pernambuco é a Unidade da federação com o maior número de casos que ainda estão sendo investigados (1.214). Em seguida, estão a Bahia (609), Paraíba (447), Rio de Janeiro (289), Rio Grande do Norte (278) e Ceará (252).
Dengue: Em 2016, de acordo com boletim do Ministério da Saúde, já  foram registrados 170.103 casos prováveis de dengue no país. Nesse período, a região Sudeste registrou o maior número de casos prováveis (96.664 casos; 56,8%) em relação ao total do país, seguida das regiões Nordeste (25.636 casos; 15,1%), Centro-Oeste (25.246 casos; 14,8%), Sul (13.522 casos; 7,9%) e Norte (9.035 casos; 5,3%) (Tabela 1). Foram descartados 19.249 casos suspeitos de dengue no período

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