SINFEMP conquista jornada de 6 horas para todos os servidores de Patos.


Depois de 15 dias de greve de todos os servidores públicos municipais de Patos, com exceção dos profissionais do magistério público municipal, que já tinham conseguindo os 11,36%, o SINFEMP- Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Patos e Região, através de muita organização e disposição de luta, conseguiu a jornada de seis horas de trabalho para todos os servidores públicos municipais.
Mesmo em greve as negociações continuaram e com isso, foi construída uma proposta de conceder a jornada de trabalho para todos os servidores, além da gestão não fazer corte de ponto e nem fazer descontos nos salários durante os 15 dias de  greve.
Com essa decisão, os servidores de todas as secretarias irão trabalhar às 6 horas corridas e
Carminha Soares, pres. SINFEMP
 em algumas, poderão também trabalhar em sistema de escala e será mantido o horário dos plantonistas, dependendo da lei que será sancionada pela gestora que tratar da jornada de 30 horas semanais.
No tocante aos servidores da Secretaria de Serviços Públicos, será feito uma experiência de 30 dias, onde trabalharão das 07:00  às 13:00 horas tendo um intervalo de 15 minutos para o lanche, em virtude do pouco número de funcionários, mas a entidade defenderá o trabalho permanente depois desse período.
Em relação as Unidades Básicas de Saúde, o SINFEMP defende a implantação da jornada de trabalho para a enfermagem, projeto já aprovado na Câmara, como também para as demais categorias, tendo algumas que pretendem as seis horas corridas, mas inicialmente será trabalhado um dia de folga enquanto se concretiza a implantação geral da jornada de 30 horas para todos, incluindo os plantonistas.
Em virtude do que determina a lei eleitoral, não será encaminhado projeto de lei para a Câmara e nem será publicado decreto, apenas portarias assegurando esse direito, onde a Prefeita de comprometeu em enviar copia até esta quarta-feira, dia 20 ao SINFEMP.
Em assembleia geral realizada na manhã desta terça-feira, dia 19, os servidores por ampla maioria decidiram retornar ao trabalho a partir do dia 20, mas mantendo mobilizados e aprovando também que se no prazo de 30 dias o acordo não for implantado totalmente, irão realizar nova assembleia e discutir o retorno da paralisação.
José Gonçalves, vice-pres. SINFEMP
De acordo com o Comando de Greve, apesar de não ter conseguido a revisão salarial pretendida por todos  o avanço foi exclusivamente na jornada de seis horas corridas, mas que as demais reivindicações tais como condições dignas de trabalho, entrega de equipamentos de proteção individual, dentre outras, será dada continuidade para se conseguir.
Para a presidente do SINFEMP, Carminha Soares, foi a Campanha Salarial mais difícil dos últimos anos, em virtude do uso da crise como pretexto por parte de todos os gestores municipais, mas a entidade se manterá firme na luta em busca de melhores condições de trabalho e de salários para todas as categorias.


Sinfemp

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