Patos é a segunda cidade mais violenta no 1º trimestre de 2016 na PB.


Aumentou o número de cidades paraibanas que não registraram homicídio no primeiro trimestre do ano. Conforme levantamento divulgado pela Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Seds), nos três primeiros meses de 2016, 132 cidades paraibanas não registraram homicídios. No mesmo período de 2015, 127 municípios integravam a lista das cidades sem assassinatos.
O número total de homicídios no primeiro trimestre também caiu. Uma queda de 6,7% foi registrada no número de assassinatos ocorridos em território paraibano de janeiro a março de 2016 em comparação com o mesmo período de 2015, conforme dados divulgados pelo Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace) da Seds.
Ainda de acordo com o Nace, as análises apontam que os municípios que não registram CVLI, ou possuem poucos casos em todo o ano, são aqueles com baixo desenvolvimento econômico e uma população residente pequena. Além disto o núcleo destacou que 30% dos 223 municípios têm menos de 5 mil habitantes e, nestas localidades, o perfil de homicídios é diferente do das grandes cidades, estando mais relacionado a crimes passionais ou por meras discussões ocasionais, o que confere alto grau de imprevisibilidade destas ações.
Conforme a assessoria de imprensa da Sedes, com base nos dados estatísticos, é possível desenvolver ações para as áreas de maior concentração criminal, que naturalmente são as áreas de maior aglomeração populacional, como a região metropolitana da capital, Campina Grande e Patos.
Municípios mais populosos
Os homicídios registrados nas cinco cidades mais populosas da Paraíba também caíram no primeiro trimestre deste ano, em comparação com 2015. No três primeiros meses do ano passado, somando os homicídios das cidades de João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Patos e Bayeux, o Nace registrou 212 assassinatos, 21 a mais que os 191 notificados nas cinco cidades em 2016.
Com relação ao total de homicídios registrados no estado no ano, a Região Metropolitana de João Pessoa, composta pelas cidades de Alhandra, Bayeux, Caaporã, Cabedelo, Conde, Cruz do Espírito Santo, João Pessoa, Lucena, Pedras de Fogo, Pitimbú, Rio Tinto e Santa Rita, registrou quase 50% dos casos. Na região, foram contabilizados um total de 176 homicídios no primeiro trimestre de 2016, cerca de 46,5% do total no período.
A Seds informou que possui ações específicas para a área da Região Metropolitana de João Pessoa, que historicamente registrou mais crimes, pela aglomeração da população e pela circulação de capital que acaba por atrair uma variedade de crimes. "Por esta razão, embasados por estudos estatísticos, a Seds tem obtido grandes resultados de redução nestas áreas em valores absolutos, por exemplo: em 2011 foram registrados 867 CVLI na Grande João Pessoa (com os municípios satélites de Santa Rita, Cabedelo e Bayeux), e em 2015 esse número foi de 649, o que representa uma queda de 25% de 2011 a 2015".

D G1

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