Presidente da Comissão do Impeachment no Senado diz que Câmara não tem mais ingerência sobre processo.

Lira disse não ver efeito prático 
na decisão de Waldir Maranhão (Foto: Divulgação)
O presidente da Comissão do Impeachment, Raimundo Lira (PMDB), disse não ver efeito prático na decisão de Waldir Maranhão (PP). Segundo ele, a votação no Plenário do Senado, prevista para esta quarta-feira, está mantida, e disse que decisão do presidente interino da Câmara foi uma decisão essencialmente política. Segundo ele, a Câmara dos Deputados não tem mais ingerência sobre o processo. 
“A sessão de admissibilidade da Câmara dos Deputados seguiu rigorosamente o que preconizou, o que determinou o Supremo Tribunal Federal. E no momento em que a Câmara protocolou a denúncia no Senado Federal, a Câmara perdeu qualquer ingerência sobre o processo de impeachment. Portanto, isso que o presidente da Câmara (Waldir Maranhão) decidiu foi uma decisão essencialmente política e, no meu entendimento, equivocada”, disse Raimundo Lira, nesta segunda-feira (9). 
O presidente do Senado, Renan Calheiros, convocou os líderes partidários para uma reunião na sua residência oficial, e vai tratar do processo de impeachment. 
Na tarde desta segunda-feira (9), está prevista a leitura do parecer da comissão no Plenário do Senado e, a partir daí, a sessão de votação deve aguardar o prazo mínimo de 48 horas para ser realizada. Caso a decisão da comissão seja ratificada por metade mais um dos presentes — desde que alcançado o quórum mínimo de 41 senadores —, Dilma Rousseff será afastada do cargo por até 180 dias para que os senadores possam julgar o mérito da questão. Nesse período, o vice-presidente Michel Temer assume o governo do país interinamente.
A instauração do processo de impedimento da presidente da República, Dilma Rousseff, foi aprovada por 15 votos a favor e 5 contra, na última sexta-feira (6), na Comissão Especial do Impeachment. O parecer do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG) foi votado numa sessão que durou quase três horas.

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