Homem morre vítima de doença conhecida como 'Mal da Vaca Louca'.

O caso foi registrado no Hospital 
Universitário Oswaldo Cruz (Foto: Divulgação)
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) foi notificada da suspeita de um óbito pela doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), também conhecida como doença priônica e popularmente chamada de mal da vaca louca, no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC). O corpo do paciente de 58 anos foi encaminhado para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) para a retirada das vísceras cerebrais, única forma de investigação da doença. A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) também foi acionada para prestar os devidos esclarecimentos sobre as medidas de segurança para manipulação do corpo pelas equipes responsáveis.
De acordo com nota da SES, a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) atinge o sistema nervoso central e se manifesta de várias formas clínicas. Os sinais sintomas mais frequentes são demência rapidamente progressiva associada a tremores musculares de extremidades. A pasta endatiza que a expressão "Mal da Vaca Louca" é utilizada de forma equivocada, como sinônimo de Doença de Creutzfeldt-Jakob. Essa expressão foi utilizada, em 1996, no Reino Unido, com o surgimento de casos humanos da variante de DCJ, associados ao consumo de carne de gado, portando a Encefalopatia Espongiforme Bovina. Nenhum caso dessa variante foi notificado no Brasil.
Ainda segundo a nota, não há como prevenir a forma familiar e/ou expontânea da DCJ. A forma transmissível pode ser prevenida evitando-se a ingestão de carne, principalmente cérebro (o conhecido miolo) ou qualquer outro tecido nervoso de animais doentes, principalmente rebanhos importados de outros países. Outra possibilidade de contaminação é o recebimento de sangue transfundido ou de doação de órgãos.
As Doenças Priônicas fazem parte de um grupo de patologias crônicas, progressivas, de ocorrência imprevisível, invariavelmente fatais e afetam principalmente o sistema nervoso central, que acomete tanto homens como animais. Na maioria dos casos registrados no Brasil o DCJ não tem origem infecciosa, ocorrendo normalmente num padrão expontâneo (sem antecedentes na familia) ou familiar (quando há relatos de casos entre parentes). Nos anos 80, a partir de um surto de doença priônica ocorrido no rebanho bovino da Inglaterra, foi amplamente divulgado nos meios científicos que a existência de um agente transmissível como causa da DCJ e outras doenças priônicas. Esse agente causador da DCJ não é um vírus ou qualquer organismo conhecido naquela época, e sim, um novo agente, que foi chamado de príon. O príon é uma partícula proteinácea com capacidade infectante. A DCJ pode ser classificada em três tipos: a DCJ  esporádica (85% dos casos), DCJ genética e a DCJ infecciosa (variante da DCJ).

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