Instituto do Cérebro disponibiliza atendimento gratuito para pacientes carentes com epilepsia.

O Instituto Paraibano do Cérebro fica localizado na Avenida São Paulo,
 no Bairro dos Estados (Foto: Divulgação)
O Instituto do Cérebro da Paraíba disponibilizará, das 8h às 14h deste sábado (8), atendimento gratuito a pacientes carentes com epilepsia refratária, isto é, àqueles com crises persistentes apesar do uso de pelo menos duas medicações em doses consideradas ótimas.
A ação social ocorre na sede do Instituto Paraibano do Cérebro, localizado na Avenida São Paulo, no Bairro dos Estados, na Zona Norte de João Pessoa, e faz parte de outras, relacionadas ao Dia Internacional da Epilepsia (Purple Day), transcorrido no último dia 26.
“A ideia é reproduzir a iniciativa, voltada apenas a pacientes carentes - que apresentem epilepsia de difícil controle - no próximo mês de dezembro, durante o período natalino”, afirmou o médico neurocirurgião e diretor-presidente do Instituto Stênio Sarmento.
Sobre a epilepsia
A epilepsia é uma doença neurológica crônica, caracterizada por crises, na maioria das vezes inesperadas, que ocorrem devido à descarga elétrica excessiva de um grupo de neurônios e que costumam se repetir com um tempo. Ela pode se apresentar em diversas fases da vida e costuma ocorrer mais na infância e após os 60 anos de idade.
Causas
Estima-se que 50 milhões de pessoas a tenham, numa proporção de uma para cada cem. Suas causas variam, podendo ser congênita ou adquirida em alguns casos. Dependendo da idade do indivíduo, as causas podem incluir distúrbios genéticos, malformações do sistema nervoso, tumores, infecções, problemas no parto e distúrbios do desenvolvimento cortical como as displasias corticais.
Formas de tratamento
Cerca de 70% dos pacientes com epilepsia podem ser controlados com medicação e os demais, que não respondem adequadamente aos anticonvulsantes, a cirurgia se apresenta como uma opção segura de tratamento, proporcionando uma taxa de cura que pode chegar até 90% dos casos. Nesse contexto, alguns exames como a ressonância magnética de crânio e o vídeo eletroencefalograma são fundamentais para definir se um paciente é candidato a cirurgia e qual o tipo de procedimento mais adequado.

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